O DONO

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Eu sou o Fernando Antonio Moura Fialho, o FAMFialho - no twitter: @famfialho

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

CHUVAS

Chove torrencialmente no Rio de Janeiro, já temos Ruas alagadas!

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ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS

Sem dúvida alguma o reconhecimento da adoção por casais do mesmo sexo, perpetrada em sede recursal pelo Superior Tirbunal de Justiça é um avanço e uma resposta aos anseios da sociedade contemporânea! Esta decisão judicial não é tão somente um reconhecimento à legitimidade das aspirações pugnadas pela causa GLBT, e pelos movimentos sociais que a apoiam, é uma homenagem aos direitos sociais inscritos na Constituição. É um apoio e um incentivo ao ato de adotar, porquanto aumenta o spectro de adotantes e leva melhoria significativa nas condições de vida das crianças e adolescentes "sem família". É, por fim, um ato de enaltecimento à CIDADANIA. Senhores legisladores, atentem-se!

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Mudando a Vida

"Resolvi todos os problemas da minha vida: misturei Activia com Johnnie Walker. Agora......Tô cagando e andando..."

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Esteja atento! Escolha o Bem!

Atualmente é sempre bom estar atento, pois a escolha virá, a forma eu não sei, só sei que virá, então, escolha o Bem!

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Respeito e Educação

Tinha 4 anos de idade quando me  enviaram ao Jardim de Infância (hoje inicia-se  mais cedo nesse ofício!), para a minha boa alfabetização.  Como todos, ou melhor, como a maioria, chorei muito no primeiro dia, depois acostumei.
O Externato era dirigido por uma figura memorável.  D. Carla era  uma senhora muito grande (para nós, então pobres crianças, ela era enorme!), guardando uma excêntrica proporcionalidade entre gordura e altura.  Seus cabelos eram angelicalmente loiros e encaracolados.  Usava óculos, que tinham lentes tipo fundo de garrafa, com armação de tartaruga (ainda existe isso?). 
O Externato era em Copacabana; e a proximidade com a praia não parecia animar D. Carla a mudar a coloração de sua pele extremamente clara!
Nos era muito doce, mesmo assim, quando ela estava por perto, tínhamos um comportamento de causar inveja ao mais rigoroso dos comandantes de exército(naquela época, mais que nunca!).  É que, ao mesmo tempo que seus atos nos diziam dedicação e amor à função de educadora, sua aparência, acompanhada daqueles óculos, nos diziam: “Ordinário, sentido!” “Ordinário, Marche!”.
O mais curioso a respeito de D. Carla, não era sua aparência ou sua repulsa a praia, mas sim o que diziam às línguas, não sei se más ou se boas!  Dizia-se muito que ela tinha ganhado o colégio ou, pelo menos, sua administração de seu famoso companheiro, conhecido jornalista, depois Deputado Federal pelo Rio e hoje, finalmente, defunto!
Seu concubinato era um fato que, para a época, deveria ser considerado, e era mesmo tendo em vista o nome do falecido, um escândalo!
Mesmo com escândalo e tudo (pelo menos do que tenho notícia), nunca, em momento algum, nós, ou nossas mães, ou nossos pais machistas,  faltamos com o respeito que deveria ser dispensado à D. Carla!
Numa manhã chuvosa (quando Cavalo de Aço, ou seria Escalada, bem, não importa, o que importa é que Tarcísio Meira era o galã mais galã das Telenovelas brasileiras e os respectivos roteiros, coloriam o P&B das tevês com beijos longos e apaixonados), surgiu-me, como a serpente surgiu à Eva (guardadas as devidas proporções!), o desejo do curioso: nos corredores do Externato, ao passar por Cleisse, coleguinha de turma, precipitada e inadvertidamente, lasquei aquele ósculo na pobre menina que, da pele bem morena que tinha, foi ao branco.  Eu, na minha inocência pueril,  perguntei: - “Gostou?” Em resposta, tomei um sonoro tapa dela (depois nos tornamos grandes amigos e sem namorar! Assim ficamos até a época da faculdade, quando então, perdemos totalmente o contato) e D. Carla, que vinha passando naquele inoportuno momento, paradoxalmente, me catou pela orelha esquerda e, carinhosamente, me levou ao seu gabinete!
Aprendi, ouvindo o “sabão” de D. Carla, que beijo roubado não é pecado, nem é ruim, mas que há momento e lugar para tudo na vida.  Só faltou ela me dizer que, no caso do beijo roubado, também é necessário o “clima”.  Bem, ela não diria: “clima”; se dissesse algo seria: “atmosfera”.
Duro mesmo foi enfrentar D. Amália e S. Raimundo, horas depois, em casa!
Além do momento certo, para o total sucesso de um roubo de beijo, foi através de D. Carla que aprendi a levantar-me, em sinal de respeito e cumprimento, sempre que o professor entrava na sala de aula. E até hoje me levanto, para quem quer que seja, quando estou sentado e alguém vem até mim! D. Carla também me ensinou a  usar os tratamentos Senhor e Senhora, ao me dirigir às gentes estranhas!
Não considero que tal aprendizado, por si só, tenha importância absoluta na minha vida, mas na verdade esses rituais, sem saudosismo, eram a face de uma educação mais crível, de maior conteúdo e de mais respeito!
Talvez, sem nos darmos conta, primeiro com a “tia” e depois com o “tio”(machistas que somos, primeiro testamos nossa falta de respeito com a mulher e, alguns anos mais tarde,  aplicamos aos homens), banalizamos nossa educação e abrimos mão do respeito e da disciplina que não deveria ter saído dos bancos escolares.
Nossas crianças, não parecem mais cultas que nós éramos, apesar de possuírem mais recursos para saberem mais a respeito do mundo em seu redor.
Nossos jovens adolescentes, mais sem limites que as crianças, quando não estão em atividade ilícita, andam pela frente dos computadores e sabem tudo sobre a internet, mas será que argüidos de supetão saberiam dizer quem foi Eça de Queiroz? E o que ele representa? Ou vão precisar antes dar uma “surfada” na web?
É bem verdade que “navegar é preciso”, mas não era bem isso que Pessoa queria dizer!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fotografias












Vejo você num álbum de fotografias
E imagino você perto de mim:
teu cheiro,
teu toque,
tua voz,
teu sexo no meu!
Daí quero ser de carne e osso p'ra sentir o teu sabor;
Prá sentir o meu sabor em ti.
Prá sentir você comigo,
em mim,
na minha vida,
na minha alma!
Vejo você longe de mim:
Saudades de ti,
tristeza longa sem fim se faz!
Daí quero ser só alma agonizante,
transformada em pedra prá não sentir tua ausência.

terça-feira, 30 de março de 2010


Sentido


Sinto que sempre vou
No sentido que não deveria ir!
E no final estou sempre no mesmo lugar:
No meio do caminho.

quinta-feira, 25 de março de 2010


Lágrimas


Tenho lágrimas na alma,
Nos olhos e nas mãos.
Mas, ninguém vê!
Tá chovendo!





quarta-feira, 24 de março de 2010


MORENAÇO
Quando tu passas
Ah! Meu passo fica lasso,
num descompasso...
num embaraço...
de dar inveja em palhaço!
Mas, logo me refaço,
retomo meu espaço,
viro o rei do pedaço
e entro no compasso!
Causo inveja ao mestiço mais devasso.
De bunda empinada, com meu passo de classe,
pareço um ricaço,
E você me vê e sorri,
um sorriso largo,
gostoso,
que até parece um laço.
Então, eu penso:
- Ah menino, assim eu te traço!
E, como um assanhado sanhaço,
vou desfilando, até chegar o cansaço.

Facada




Transaram deseperadamente.
Gozaram muito.
Um foi pra ducha.

O outro pra faca.

segunda-feira, 22 de março de 2010


ARREMEDO

Outro dia
Achei um arremedo seu!
Ficou pra mim.
Mas, não sei se quero!

domingo, 21 de março de 2010


NO AR VEJO SUA IMAGEM,
E UM PENSAMENTO SEM VÍRGULAS,
SEM PONTOS VERTE DE MINHA CABEÇA:
SOLIDÃO!

UM VENTO FRIO FAZ DOER MEUS OSSOS,
ME CONTORÇO.
SOLIDÃO!

VAI-TE SOLIDÃO,
APODREÇA NO SARCÓFAGO DE MINH’ALMA.

VÁ, MALDITA SOLIDÃO,
ASSOMBRAR MEUS INIMIGOS!

ISSO!
AOS INIMIGOS A SOLIDÃO...
VIVER SÓ E SEM SI,
UMA AGONIA SEM FIM!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Trôpego


Foi dando o braço,

Apertando o passo,

Perdendo o compasso,

Até que caiu!


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

BANANAS OURO

Num fim de semana da década de 1970, estávamos em Teresópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro. Acabáramos de chegar e ao ligar a televisão de 16’’, em preto e branco, ouvimos o Cid Moreira anunciar um trágico acidente e comemorar o milagre econômico.



Meu tio Deodato, a quem eu chamava de Tiô tinha um fusca, “novinho em folha”. Vermelho é claro!


Naquela Sexta-feira, havíamos deixado Copacabana mais cedo que de costume e por isso, em vez de tomarmos o caminho de sempre e também o mais lógico, que seria a Lagoa Rodrigo de Freitas, os túneis Rebouças e o elevado Paulo de Frontin, Tiô decidiu que seguiríamos pela Praia de Botafogo e pelo Aterro do Flamengo, atravessando o Centro da Cidade, até alcançarmos a Avenida Brasil.


Sempre que chegávamos ao pé da serra de Teresópolis, minha tia, a Kika, fazia Tiô parar para comprar bananas. Daquela vez não mudamos esta rotina. Então, Kika comprou dois cachos cheios de bananas-ouro. No banco de trás do fusca vermelho, que tinha um cheiro inesquecível de carro novo, íamos D. Amália e eu. D. Amália, como sempre, dormindo. Após a entrada das bananas-ouro, íamos eu, bem acordado, D. Amália dormindo, e as bananas-ouro.


Kika tinha uma enorme facilidade de dormir com o carro parado, portanto, ficava acordada durante toda a viagem e dormia nos engarrafamentos! Contudo, naquela tarde, mesmo ante a ausência do menor tráfego na estrada, Kika dormiu e como Tiô, na direção, não era muito de papo, fiquei eu com as bananas-ouro que, acreditem, reluziam!


Óbvio que não resisti! Comecei com uma, após uns minutos mais outra, quando dei por mim um dos cachos já não era mais de bananas-ouro, era só cacho! Como se dizia na época: moitei!


Só na garagem, quando descarregaram o carro, descobriram que eu tinha sido mais rápido e já havia descarregado o cacho de bananas-ouro! Nunca tomei tanta Emulsão de Scoth e tanto laxante junto. Não consegui a absolvição do meu pecado capital por confissão, mas por certo e justo sofrimento!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Erros de Copacabana



Cabelos castanhos claros naturalmente ornados de mechas brancas; bigode espesso; óculos que guardavam olhos de um verde ímpar; um metro e muito mais que setenta de altura. Assim estava Gustavo, que, naquele 12 de maio, ostentava orgulhosamente, uma barriga comum nos brasileiros de meia-idade.


Sentado na mesa próxima ao asfalto, com total visão da Praia de Copacabana, naquele mesmo bar que freqüenta há 20 anos, o secretário de redação de um jornal popular do Rio, Gustavo, comemorava, solitariamente, seus 52 anos de idade.


De seu trono jubilar, parecia julgar os passantes: a menina morena com seu pequeno balde, cheio de brinquedos; a moça bonita, com sua canga colorida! O rapaz surfista e sua companheira constante, a prancha! Um senhor distinto que, com seu paletó preto, destoava harmoniosamente da paisagem praiana. Assim como ele: - “Aquele senhor deve estar na casa dos cinqüenta, será que cometeu os mesmos erros?” Avaliou.


Lentamente Gustavo levantou-se, deixando sobre a mesa uma nota de dez reais e mais umas moedas para o complemento da gorjeta; vestiu sua boina branca e caminhou em direção à beira-mar.


Depois de um dia de sol escaldante, a areia, surpreendentemente morna, o acolhia em cada passo. Seus pés eram mansamente acariciados pelos grãos finos da praia, fazendo com que Gustavo caminhasse vagarosamente.


Decidiu que iria em direção ao Leme, para apreciar a paisagem que os Dois Irmãos e a Pedra da Gávea proporcionam no final de tarde. Pensando na vista dos três morros, exclamou para si, em voz baixa, como quem acaba de descobrir uma semelhança: - “Esaú e Jacó”. E sorriu.


Naquele caminho, encontrou Ana Luíza que conduzia uma turba, saudável e barulhenta, de netos.


Havia trinta anos, Luíza, quando gozava seus 17 anos, conhecera Gustavo, através de sua melhor amiga, Roberta!


Roberta morava e ainda mora por herança, ali mesmo, na Praia de Copacabana.


Na primeira troca de olhares, naquele reencontro de 12 de maio, nas areias de Copacabana, não houve reconhecimento. Afinal, vinte e cinco anos passaram desde a última vez em que estiveram juntos! Mas como num relâmpago, daqueles de noite de tempestade, a memória golpeou Gustavo. Golpeou-lhe tão forte a lembrança de Ana Luíza, que Gustavo teve a sensação de queda! E quase caiu mesmo!


Ana Luíza era a mulher mais linda que ele conhecera! E, apesar dos anos, que parecem mais ter sido aliados que algozes, Ana Luíza estava mais bela do que no primeiro encontro.


A pele dourada, os cabelos de um preto clássico, sempre encaracolados. Nem esbelta, nem gorda. Vestida num majestoso “maillot” preto, de corpo inteiro, que a deixava mais diva, via-se bem a sua estatura ideal!


Os olhos, tão verdes quanto os de Gustavo, fundiam-se na paisagem do mar de Copacabana! As mãos, delgadas e delicadas, não revelavam sua predileção pela mecânica automobilística, como hobie, certamente! Ana Luíza é uma, mais que bem realizada e sucedida, economista!


Naquele momento, veio a Gustavo toda sua vida em comum com Ana Luíza! A paixão foi tão grande que, naquela época, decidiram morar juntos e alugaram um sala e quarto, no bairro do Peixoto. Viveram juntos por cinco anos, quando surgiu a infidelidade de Gustavo: Denize.


Denize foi um deslize que, no passado, ele lamentou profundamente e, ao rever beleza de Ana Luíza, de novo lamentou!


Também lhe atacaram, as lembranças das viagens semanais à Angra e à Parati. Paris, conheceram juntos!


Ana Luíza também teve suas recordações e seus remorsos! Lamentou, sobretudo, a falta de experiência e de vida, por ter sido impulsiva e não saber perdoar. Amava seu marido, é verdade, mas nada se comparou, por toda sua vida, ao amor que sentia por Gustavo.


Da mesma forma que Gustavo, lembrou-se de tudo com uma velocidade tão grande, que teve que se apoiar na babá, Odete, para não perder o equilíbrio.


Todo esse encontro de olhares, não durou mais que segundos. Acharam por bem, num pacto silencioso, que seria melhor nem um cumprimento, nem um aceno, nem um abano de cabeça. Para não haver novo adeus! Para não haver nova dor!


Desviaram, então, os olhares e resolveram seguir pela vida.


Gustavo solteiro, ela casada.


Mais tarde, à noite, ele foi ter, com uns amigos, num escort bar de Copacabana, ali na Princesa Isabel. E Ana Luíza, depois de devolver os netos aos seus legítimos tutores, tomou o rumo de casa, para ajudar o marido, Augusto, no preparo do jantar, que serviriam a alguns amigos íntimos, entre eles, Roberta!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


EU


Sou diferente,
Porque sou aquilo que deveria ter sido!
Sou igual,
Porque sou aquilo que muitos queriam ser e não são!


IMAGEM

Tua imagem retorcida,
Causa medo de mim.
Conserto o espelho, ou o deixo assim?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ignorância



Minha ignorância:
É dela que sinto mais saudades!
Minha arrogância?
Esta só serve para maldades!