Chove torrencialmente no Rio de Janeiro, já temos Ruas alagadas!
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS
Sem dúvida alguma o reconhecimento da adoção por casais do mesmo sexo, perpetrada em sede recursal pelo Superior Tirbunal de Justiça é um avanço e uma resposta aos anseios da sociedade contemporânea! Esta decisão judicial não é tão somente um reconhecimento à legitimidade das aspirações pugnadas pela causa GLBT, e pelos movimentos sociais que a apoiam, é uma homenagem aos direitos sociais inscritos na Constituição. É um apoio e um incentivo ao ato de adotar, porquanto aumenta o spectro de adotantes e leva melhoria significativa nas condições de vida das crianças e adolescentes "sem família". É, por fim, um ato de enaltecimento à CIDADANIA. Senhores legisladores, atentem-se!
referente a: Página Inicial - Windows Live (ver no Google Sidewiki)terça-feira, 27 de abril de 2010
Mudando a Vida
"Resolvi todos os problemas da minha vida: misturei Activia com Johnnie Walker. Agora......Tô cagando e andando..."
referente a: Página Inicial - Windows Live (ver no Google Sidewiki)sexta-feira, 16 de abril de 2010
Esteja atento! Escolha o Bem!
Atualmente é sempre bom estar atento, pois a escolha virá, a forma eu não sei, só sei que virá, então, escolha o Bem!
referente a: Página Inicial - Windows Live (ver no Google Sidewiki)quinta-feira, 15 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Vejo você num álbum de fotografias
E imagino você perto de mim:
teu cheiro,
teu toque,
tua voz,
teu sexo no meu!
Daí quero ser de carne e osso p'ra sentir o teu sabor;
Prá sentir o meu sabor em ti.
Prá sentir você comigo,
em mim,
na minha vida,
na minha alma!
Vejo você longe de mim:
Saudades de ti,
tristeza longa sem fim se faz!
Daí quero ser só alma agonizante,
transformada em pedra prá não sentir tua ausência.
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Quando tu passas
Ah! Meu passo fica lasso,
num descompasso...
num embaraço...
de dar inveja em palhaço!
Mas, logo me refaço,
retomo meu espaço,
viro o rei do pedaço
e entro no compasso!
Causo inveja ao mestiço mais devasso.
De bunda empinada, com meu passo de classe,
pareço um ricaço,
E você me vê e sorri,
um sorriso largo,
gostoso,
que até parece um laço.
Então, eu penso:
- Ah menino, assim eu te traço!
E, como um assanhado sanhaço,
vou desfilando, até chegar o cansaço.
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Meu tio Deodato, a quem eu chamava de Tiô tinha um fusca, “novinho em folha”. Vermelho é claro!
Naquela Sexta-feira, havíamos deixado Copacabana mais cedo que de costume e por isso, em vez de tomarmos o caminho de sempre e também o mais lógico, que seria a Lagoa Rodrigo de Freitas, os túneis Rebouças e o elevado Paulo de Frontin, Tiô decidiu que seguiríamos pela Praia de Botafogo e pelo Aterro do Flamengo, atravessando o Centro da Cidade, até alcançarmos a Avenida Brasil.
Sempre que chegávamos ao pé da serra de Teresópolis, minha tia, a Kika, fazia Tiô parar para comprar bananas. Daquela vez não mudamos esta rotina. Então, Kika comprou dois cachos cheios de bananas-ouro. No banco de trás do fusca vermelho, que tinha um cheiro inesquecível de carro novo, íamos D. Amália e eu. D. Amália, como sempre, dormindo. Após a entrada das bananas-ouro, íamos eu, bem acordado, D. Amália dormindo, e as bananas-ouro.
Kika tinha uma enorme facilidade de dormir com o carro parado, portanto, ficava acordada durante toda a viagem e dormia nos engarrafamentos! Contudo, naquela tarde, mesmo ante a ausência do menor tráfego na estrada, Kika dormiu e como Tiô, na direção, não era muito de papo, fiquei eu com as bananas-ouro que, acreditem, reluziam!
Óbvio que não resisti! Comecei com uma, após uns minutos mais outra, quando dei por mim um dos cachos já não era mais de bananas-ouro, era só cacho! Como se dizia na época: moitei!
Só na garagem, quando descarregaram o carro, descobriram que eu tinha sido mais rápido e já havia descarregado o cacho de bananas-ouro! Nunca tomei tanta Emulsão de Scoth e tanto laxante junto. Não consegui a absolvição do meu pecado capital por confissão, mas por certo e justo sofrimento!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Cabelos castanhos claros naturalmente ornados de mechas brancas; bigode espesso; óculos que guardavam olhos de um verde ímpar; um metro e muito mais que setenta de altura. Assim estava Gustavo, que, naquele 12 de maio, ostentava orgulhosamente, uma barriga comum nos brasileiros de meia-idade.
Sentado na mesa próxima ao asfalto, com total visão da Praia de Copacabana, naquele mesmo bar que freqüenta há 20 anos, o secretário de redação de um jornal popular do Rio, Gustavo, comemorava, solitariamente, seus 52 anos de idade.
De seu trono jubilar, parecia julgar os passantes: a menina morena com seu pequeno balde, cheio de brinquedos; a moça bonita, com sua canga colorida! O rapaz surfista e sua companheira constante, a prancha! Um senhor distinto que, com seu paletó preto, destoava harmoniosamente da paisagem praiana. Assim como ele: - “Aquele senhor deve estar na casa dos cinqüenta, será que cometeu os mesmos erros?” Avaliou.
Lentamente Gustavo levantou-se, deixando sobre a mesa uma nota de dez reais e mais umas moedas para o complemento da gorjeta; vestiu sua boina branca e caminhou em direção à beira-mar.
Depois de um dia de sol escaldante, a areia, surpreendentemente morna, o acolhia em cada passo. Seus pés eram mansamente acariciados pelos grãos finos da praia, fazendo com que Gustavo caminhasse vagarosamente.
Decidiu que iria em direção ao Leme, para apreciar a paisagem que os Dois Irmãos e a Pedra da Gávea proporcionam no final de tarde. Pensando na vista dos três morros, exclamou para si, em voz baixa, como quem acaba de descobrir uma semelhança: - “Esaú e Jacó”. E sorriu.
Naquele caminho, encontrou Ana Luíza que conduzia uma turba, saudável e barulhenta, de netos.
Havia trinta anos, Luíza, quando gozava seus 17 anos, conhecera Gustavo, através de sua melhor amiga, Roberta!
Roberta morava e ainda mora por herança, ali mesmo, na Praia de Copacabana.
Na primeira troca de olhares, naquele reencontro de 12 de maio, nas areias de Copacabana, não houve reconhecimento. Afinal, vinte e cinco anos passaram desde a última vez em que estiveram juntos! Mas como num relâmpago, daqueles de noite de tempestade, a memória golpeou Gustavo. Golpeou-lhe tão forte a lembrança de Ana Luíza, que Gustavo teve a sensação de queda! E quase caiu mesmo!
Ana Luíza era a mulher mais linda que ele conhecera! E, apesar dos anos, que parecem mais ter sido aliados que algozes, Ana Luíza estava mais bela do que no primeiro encontro.
A pele dourada, os cabelos de um preto clássico, sempre encaracolados. Nem esbelta, nem gorda. Vestida num majestoso “maillot” preto, de corpo inteiro, que a deixava mais diva, via-se bem a sua estatura ideal!
Os olhos, tão verdes quanto os de Gustavo, fundiam-se na paisagem do mar de Copacabana! As mãos, delgadas e delicadas, não revelavam sua predileção pela mecânica automobilística, como hobie, certamente! Ana Luíza é uma, mais que bem realizada e sucedida, economista!
Naquele momento, veio a Gustavo toda sua vida em comum com Ana Luíza! A paixão foi tão grande que, naquela época, decidiram morar juntos e alugaram um sala e quarto, no bairro do Peixoto. Viveram juntos por cinco anos, quando surgiu a infidelidade de Gustavo: Denize.
Denize foi um deslize que, no passado, ele lamentou profundamente e, ao rever beleza de Ana Luíza, de novo lamentou!
Também lhe atacaram, as lembranças das viagens semanais à Angra e à Parati. Paris, conheceram juntos!
Ana Luíza também teve suas recordações e seus remorsos! Lamentou, sobretudo, a falta de experiência e de vida, por ter sido impulsiva e não saber perdoar. Amava seu marido, é verdade, mas nada se comparou, por toda sua vida, ao amor que sentia por Gustavo.
Da mesma forma que Gustavo, lembrou-se de tudo com uma velocidade tão grande, que teve que se apoiar na babá, Odete, para não perder o equilíbrio.
Todo esse encontro de olhares, não durou mais que segundos. Acharam por bem, num pacto silencioso, que seria melhor nem um cumprimento, nem um aceno, nem um abano de cabeça. Para não haver novo adeus! Para não haver nova dor!
Desviaram, então, os olhares e resolveram seguir pela vida.
Gustavo solteiro, ela casada.
Mais tarde, à noite, ele foi ter, com uns amigos, num escort bar de Copacabana, ali na Princesa Isabel. E Ana Luíza, depois de devolver os netos aos seus legítimos tutores, tomou o rumo de casa, para ajudar o marido, Augusto, no preparo do jantar, que serviriam a alguns amigos íntimos, entre eles, Roberta!











